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Evangelho no Lar

Primeiro devemos escolher um dia e hora da semana onde todos ou a maioria possa participar e a partir daí todos devem ter o compromisso de estarem presentes no momento acordado. Antes do início da reunião, prepara-se o local, colocando-se uma garrafa de água pura, para ser beneficiada (fluidificada) pelos Benfeitores spirituais.

O tempo para a realização pode variar de 10 à 15 minutos dependendo do número de participantes. No caso do telefone tocar devemos atender e dizer que após o Evangelho tornamos a ligar, caso chegue uma visita, diremos a mesma coisa e convidaremos o visitante a participar. O importante e manter a disciplina, salvo alguma emergência.

LEITURA DE UMA MENSAGEM

A leitura inicial de uma mensagem edificante poderá ser feita. Ela tem por objetivo propiciar um equilíbrio emocional, procurando harmonizá-lo com os ideais nobres da vida, a fim de facilitar o melhor aproveitamento das lições.

Poderemos lembrar obras como, Fonte Viva, Vinha de Luz, Caminho, Verdade e Vida, Palavras de Vida Eterna, etc.”

PRECE INICIAL

Prece simples e espontânea. Podemos fazer a Prece do “PAI NOSSO”, ensinada por Jesus, pausadamente, prestando atenção em todas as suas frases.

LEITURA DE O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Estudo em sequência – o estudo metódico, em pequenas partes, permite o conhecimento gradual e ordenado dos ensinamentos que o livro encerra. Após ter estudado todo o Evangelho, volta-se, novamente, ao capítulo inicial ou então utilizar livros como: Fonte Viva, Vinha de Luz, aminho, Verdade e Vida, Palavras de Vida Eterna, etc.” Estudo ao acaso – consiste na abertura, ao acaso, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, o que ensejará, também, lições oportunas, em qualquer ocasião.

COMENTÁRIOS SOBRE O TEXTO LIDO

Refletir sobre a leitura, relendo as frases que mais chamaram atenção. Devem ser breves e simples, com participação de todos os presentes que quiserem. Evitarmos criticar os comentários das outras pessoas e procurar usar as orientações lidas para NÓS MESMOS.

ROGATIVAS / PRECES

Rogar pela fraternidade, paz e equilíbrio de toda a humanidade. Pela expansão e vivência da mensagem de Jesus em todos os lares. Pelo nosso lar, envolvendo a nossa família em vibrações de amor e harmonia para que haja união e paz entre todos. Pela fluidificação da água.

PRECE DE ENCERRAMENTO

Simples e espontânea, agradecendo a Deus todo o amparo que nos oferece. As crianças devem, também, participar do Culto do Evangelho no Lar. Nesses casos, os adultos descerão os comentários ao nível de entendimento delas, ou para incentiva-las, um dia utilizar o livro PAI NOSSO / Meimei – Chico Xavier.

NÃO DEVE HAVER MANIFESTAÇÃO MEDIÚNICA.


O juiz reformado

Como houvesse o Senhor recomendado nas instruções do dia muita cautela no julgar, a conversação em casa de Pedro se desdobrava em derredor do mesmo tema.

— É difícil não criticar — comentava Mateus, com lealdade —, porque, a todo instante, o homem de mediana educação é compelido a emitir pareceres na atividade comum.

— Sim — concordava André, muito franco —, não é fácil agir com acerto, sem analisar detidamente.

Depois de vários depoimentos, em torno do direito de observar e corrigir, interferiu Jesus sem afetação:

— Inegavelmente, homem algum poderá cumprir o mandato que lhe cabe, no plano divino da vida, sem vigiar no caminho em que se movimenta, sob os princípios da retidão. Todavia, é necessário não inclinar o espírito aos desvarios do sentimento, para não sermos vitimados por nós mesmos. Seremos julgados pela medida que aplicarmos aos outros. O rigor responde ao rigor, a paciência à paciência, a bondade à bondade...

E, transcorridos alguns instantes, contou:

— Quando Israel vivia sob o governo dos grandes juízes, existiu um magistrado austero e violento, em destacada cidade do povo escolhido, que imprimiu o terror e a crueldade em todos os serventuários sob a sua orientação. Abusando dos poderes que a lei lhe conferia, criou ordenações tirânicas para a punição das mínimas faltas. Multiplicou infinitamente o número dos soldados, edificou muitos cárceres e inventou variados instrumentos de flagelação.

O povo, asfixiado por estranhas proibições, devia movimentar-se debaixo de severa fiscalização, qual se fora rebanho de bravios animais. Trabalharia, descansaria e adoraria o Senhor, em horas rigorosamente determinadas pela autoridade, sob pena de sofrer humilhantes castigos, nas prisões, com pesadas multas de toda espécie.

Se bem mandava o juiz, melhor agiam os subordinados, cheios de natural malvadez.

Assim foi que, certa feita, dirigindo-se o magistrado, alta noite, à casa de um filho enfermo, foi aprisionado, sem qualquer consideração, por um grupo de guardas bêbedos e inconscientes que o conduziram a escura enxovia que ele mesmo havia inaugurado, semanas antes. Não lhe valeram a apresentação do nome e as honrosas insígnias de que se revestia. Tomado por temível ladrão, foi manietado, despojado dos bens que trazia e espancado sem piedade, afirmando os sentinelas que assim procediam, obedecendo às instruções do grande juiz, que era ele próprio.

Somente no dia imediato foi desfeito o equívoco, quando o infeliz homem público já havia sofrido a aplicação das penas que a sua autoridade estabelecera para os outros.

O legislador atribulado reconheceu, então, que era perigoso transmitir o poder a subalternos brutalizados e ignorantes, percebendo que a justiça construtiva e santificante é aquela que retifica ajudando e educando, na preparação do Reinado do Amor entre os homens.

Desde a singular ocorrência, a cidade adquiriu outro modo de ser, porque o juiz reformado, embora prosseguisse atento às funções que lhe competiam, ergueu, sobre o tribunal, a benefício de todos, o coração de pai compreensivo e amoroso.

Lá fora, brilhavam estrelas, retratadas nas águas serenas do grande lago. Depois de longa pausa, o Mestre concluiu:

— Somente aquele que aprendeu intensamente com a vida, estudando e servindo, suando e chorando para sustentar o bem, entre os espinhos da renúncia e as flores do amor, estará habilitado a exercer a justiça, em nome do pai.

— Chico Xavier - Neio Lúcio, Jesus no Lar - Feb Editora

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